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Nossa História

O anúncio que mudou o rumo de uma vida

Ao responder solicitação da Jac publicada em jornalde 1967 buscando pessoal para estudar entrada no Brasil, futuro fundador da Aplike mergulhou no mundo do auto-adesivo, no qual teve grande êxito

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Folheando jornais numa ensolarada manhã de 1967, o paulistano Cláudio Colello topou com um anúncio que mudaria sua vida. A Jac (Jackstädt GmbH), gigante alemã produtora de bases auto-adesivas, comunicava o interesse em contratar pessoal para conduzir estudos de mercado e mapear oportunidades, preparando sua entrada no Brasil. Colello respondeu, tornou-se agente de ligação da Jac e acabou fascinado pelo ramo de auto-adesivos. Graças aos contatos feitos durante as pesquisas de campo, recebeu um convite, aceito, para trabalhar na Pimaco, junto a João Martins Coelho. Meses depois, transferiu-se para o departamento comercial da Prakolar. Vendedor tarimbado, egresso das áreas de materiais cirúrgicos, plásticos e têxteis, Colello percebeu que, após a decolagem, o negócio de autoadesivos tomava velocidade de cruzeiro no Brasil. Decidiu alçar vôo próprio. Assim, fundou em 1970 a Mark Etiquetas Adesivas.

Não tardou para Colello vingar como industrial, beneficiado pelo milagre econômico vivido pelo Brasil a partir do início da década de 1970. Começou, nessa época, uma sucessão de aquisições. De início, a Mark fundiu-se à então concorrente Aplike Autocolantes para fazer nascer a Aplike & Mark Etiquetas e Fitas que, pouco tempo depois, seria rebatizada como Aplike Artes Impressas Ltda. Os negócios iam tão bem que, em poucos anos, o que começara como uma operação enxuta dava lugar ao Grupo Gráfico Colello (GGC), união de seis diferentes produtoras de rótulos e etiquetas auto-adesivas. Para se ter idéia, já no fim daquela década o conglomerado de Colello contava com mais de 100 máquinas, entre impressoras de diversos sistemas, cortadeiras e outros bens de capital atrelados aos auto-adesivos.

No raiar dos anos 1980, quando ainda ressoava a crise mundial do petróleo, Colello decidiu peregrinar pela Europa, a fim de arejar a cabeça e coletar tendências de mercado. No Velho Mundo, o empresário tomou um choque. Havia na Alemanha e na Itália fábricas de etiquetas com quatro funcionários e faturamento similar ao de seu parque gráfico, que empregava por volta de 300 pessoas. Vivia-se um momento de apreensão no setor de etiquetas. O patamar tecnológico dos equipamentos estava mudando, puxado por máquinas de impressão modulares de grifes como Gallus e Mark Andy, o que punha em xeque a produtividade das empresas brasileiras. Enquanto isso, as então duas únicas provedoras locais de bases adesivadas, a Fasson e a Jac, demonstravam lucros altíssimos em seus balancetes. Atento a todo esse cenário, Colello resolveu mergulhar no negócio de suportes auto-adesivos, deixando a conversão. Sob a premissa de não concorrer com a própria clientela, todos os equipamentos do Grupo Gráfico Colello foram a leilão.

Capitalizando os contatos que tivera com fornecedores europeus, o empresário construiu sua primeira rotolaminadora para substrato auto-adesivo, com base num projeto alemão. Peças críticas foram importadas, e a parte de caldeiraria e componentes periféricos, nacionalizados. Com 45 metros de comprimento e capaz de produzir bobinas de papéis e películas auto-adesivas, a rotolaminadora foi alocada num galpão em Diadema (SP), e lastreou a fundação da Aplike Produtos Adesivos Ltda. em junho de 1984. Mesmo com a virada de leme e a concorrência de titãs multinacionais, Colello mais uma vez contou com a ajuda da ocasião. Como se sabe, os índices estratosféricos de inflação dos anos 1980 impuseram uma prática frenética de remarcações de preços no varejo. Pois foram justamente as etiquetas de remarcação que catapultaram os pedidos à Aplike – e aos fornecedores de suportes auto-adesivos em geral. Sobreveio, em 1986, a explosão de uma máquina da Fasson. A Aplike passou a suprir, como parceira, a multinacional americana, que temia um crescimento incontrolável da Jac.

Com as medidas tomadas pela equipe econômica do presidente Fernando Collor de Mello em 1990, a inflação diminuiu e o Brasil abriu a porteira para os produtos importados. Ao mesmo tempo, a serigrafia em auto-adesivos começava a embalar no país. Munido de visão mercadológica, Colello decidiu por uma nova guinada nos negócios, direcionando produtos ao crescente mercado de sinalização e comunicação visual – sem deixar de lado, contudo, os suportes para conversão de etiquetas e rótulos.

Em outubro de 1994 a Aplike inaugurou sua segunda planta industrial, lançando a linha de vinis monoméricos coloridos. Colello, então, foi paulatinamente se desligando da Aplike para gozar de merecido descanso, deixando o timão dos negócios para os filhos. Em 1997 e em 2000 a Aplike inaugurou novas rotolaminadoras, que incrementaram sua capacidade produtiva e seu portfólio de produtos, e em 2001 adquiriu um parque industrial em Curitiba, para a produção de vinis auto-adesivos e mídias de impressão e laminação. Em 2005, a Aplike consolidou-se como um grupo industrial, lançando no mercado as empresas Audistak Autoadesivos Ltda., produtora de auto-adesivos para serigrafia e plotagem, e Alljet Produtos para Impressão, fabricante de mídias para impressão digital à base d’água e solvente e filmes de laminação. Para Colello, a missão estava cumprida. Como registro de memória, vale lembrar que sua esposa, Vilma Colello, foi a primeira secretária da ABIEA e única mulher presente na primeira reunião da entidade.

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